01 MAR A 01 ABR 10  ........................................................................

 EMÍLIO REMELHE 

S.O.S. SUBJECTIVIDADE.OBJECTIVIDADE.SUBJECTIVIDADE

 

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SALA EA-1.23 ESCOLA DE ARQUITECTURA

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Numa figura, a objectividade é uma ponte entre sujeitos. Necessária na paisagem do pensamento e da acção humana, é um imperativo e um produto da engenharia social. Como objecto em si mesmo, a ponte é um fim. Como comunicação entre margens, é um meio. Precisamos de pontes quando elas não existem, lamentamo-nos quando elas caem. E passeamos subjectivamente nas margens, até nova solução.


A contradição é um traço (humano) profundo. Só é aparente quando quer disfarçar-se disso mesmo, aparência, permitindo ao discurso o conforto da preguiça: seja deixando enfraquecer a importância da objectividade (S.o.S.o.S.o... ou mesmo S.S.S.), seja desprezando a subjectividade (O.s.O.s.O.s... ou até O.O.O.).


Diz Morin que nenhum dispositivo cerebral permite distinguir a alucinação da percepção, o sonho da vigília, o imaginário do real, o subjectivo do objectivo. Emergências acarretam urgências, os tempos urgem e rugem (e não foi sempre assim?). Propõe-se aqui uma recarga semântica da sigla S.O.S. através de um conjunto de itens no âmbito da imagem, do som, da linguagem: sonda, afirmação, pergunta, diálogo. Um tudo-nada, como podemos ver (e ouvir e dizer).

EMÍLIO REMELHE

 

é docente na ESAD- Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos e na Escola Secundária Artística de Soares dos Reis. Desenvolve actividade no domínio das artes plásticas e da escrita, usando diversos pseudónimos estagiários.

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