31 MAI A 27 JUN 11  ........................................................................

 MANUEL MENDES 

HOME-MADE

 

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SALA EA-1.23 ESCOLA DE ARQUITECTURA

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Qual a nossa relação com as imagens que realizamos para nos representar? A pertinência desta questão toma lugar desde os tempos remotos em que o homem tomou consciência de si, do seu corpo, do lugar que ocupa no espaço e no tempo. Desde a tomada de consciência de si, e a consequente representação que começou a realizar, com pinturas murais e pequenas estatuetas, passando pela antiguidade clássica onde nos deparamos com o valor que atribuímos à nossa forma, ou seja, de que maneira é que as proporções e formas do corpo humano nos aproximam da perfeição, do Divino. De igual maneira a Renascença (principalmente a Italiana), trouxe uma nova perspectiva sobre esse problema: ao estudar de forma sistemática e informada o corpo humano, poderíamos entender de que forma é que isso nos aproxima da beleza e universalidade da Natureza. Aqui a representação tornou-se específica, e ganhou um sentido prático, estrutural. O desenho de modelo na sua apresentação mais básica, ou seja, o corpo nu, desprovido de qualquer adorno ou distracção, permitia desta forma uma suspensão momentânea do seu conteúdo, podendo esta ser “utilizada” como matéria-prima, e não somente “aplicada” como até aí a estética Gótica tinha permitido.

Estas noções servem como elemento de contenção de um assunto que devido à sua extensa referência se torna pouco provável de definir completamente, e como tal, permitem abordar o ponto em que a imagem do nu se torna algo que perde, ou melhor que se expande no seu sentido narrativo tal como na implicância que esta encontra na sua função.

 

A “perversão” da retórica visual

 

Ao pensarmos no que implica o interesse que demonstramos pelas imagens, especificamente algumas imagens, que nos prendem fazendo-nos retê-las na memória, e das quais temos necessidade de rever e vislumbrar mais e mais uma vez, reparamos que estas possuem algum tipo de característica quer iconográfica, simbólica, compositiva, psicológica, ou simplesmente que remete para algum tipo de associação primária do ser Humano.

No que compete às imagens aqui apresentadas como objecto de reflexão, encaramos uma característica muito importante, que é a de que a génese destas imagens serviu outro propósito.

MANUEL MENDES

 

Nasceu no Porto em 1983.

Vive e trabalha na Maia e em Guimarães.

Dá formação desde 2008 de pintura e desenho no Atelier de Pintura e Desenho da Maia.

Lecciona desde 2010 disciplinas de desenho na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Minho.

 

Formação:

 

2010

Huma sorte de academia” Programa de residência artística em técnicas de impressão, Faculdade de Belas

Artes da Universidade do Porto.

 

2008 / 2009

Mestrado em Prática e Teoria do Desenho (FBAUP), com a Dissertação “Desenho: A imagem do conhecimento; As estratégias do desenho taxonómico enquanto mediadoras da nossa relação com o Mundo”.

 

2007

Licenciatura em Artes Plásticas – Pintura (FBAUP)

 

2006

Workshop de Ilustração Científica orientado por Pedro Salgado (FBAUP)

 

Exposições Colectivas:

 

2011

“Maia Cidade em Performance”, Fórum Maia, Maia.

 

2010

“V-A-B Art Fest”, Velha-a-Branca, Braga.

Kid” - exposição colectiva, Galeria Metamorfose, Porto.

“Arte em segredo” - exposição colectiva, Galeria dos Leões, Reitoria da Universidade do Porto.

Exhibith D” - exposição colectiva, Galeria dos Leões, Reitoria da Universidade do Porto.

 

2009

“Desenho em Reserva” - exposição Colectiva ; Homenagem ao pintor Henrique Pousão (1859-1884) Sala

do Fundo Antigo da Reitoria da U.Porto. Exposição comissariada por Paulo Luís Almeida.

Exposição Colectiva – Encontros de Arte, Quartel de Artilharia nº 5, Serra do Pilar.

“Reservados – o exercício da reserva no desenho” - exposição colectiva, Galeria da Cozinha / FBAUP.

 

2008

“Desenho igual e de outra maneira”, Paços da Cultura, S. João da Madeira

 

2007

XX Salão da Primavera – Casino Estoril

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