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 PEDRO BRITO.

HOME-MADE

 

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ESTÚDIO UM / ESCOLA DE ARQUITECTURA

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ONDE ME ENCONTRO

 

Este ano os pássaros das traseiras estão especialmente audíveis, diria mesmo anormalmente melodiosos. Sobrepõem-se ao ruído da cidade. Chego a sentir uma estúpida inveja da liberdade e despreocupação que o seu cantar transmite.

Pensando bem, há uns dias atrás a humidade noturna trouxe um aroma característico e intenso e instantaneamente transportei-me para umas dunas à beira mar!

É por entre o excesso de velocidade e o trânsito da vida que me sinto mais recetivo às coisas naturais, aos pequenos milagres que sempre existiram e coabitam connosco sem dependerem da magnificência prepotente e intrínseca ao ser humano.

É neste momento que sei que preciso de me encontrar e é na proximidade com a natureza que restabeleço a minha tranquilidade.

Em apenas alguns milhares de anos (uma infinitésima parte da nossa evolução), trocamos a gruta pela casa, a fogueira pela luz elétrica e o ribeiro pela torneira.

Para o nosso conforto foi até bastante positivo.

No entanto também trocamos a profundidade de campo e a linha do horizonte pela parede e o teto da sala, ou na melhor das hipóteses, pela fachada do outro lado da rua.

A nossa face sensorial ficou toldada por odores de comida processada, ruídos de motores e imagens virtuais.

 

Quase esquecemos da nossa condição animal.


É devido a essa condição que ainda mantemos a proximidade de espaços verdes e de água, seja rio ou mar. Ainda que não vendo estes pequenos luxos sabemos que estão lá. Esse sentimento de proximidade e possibilidade de usufruto devolve-nos alguma serenidade.

 A planta no vaso, o peixe no aquário, o pássaro na gaiola transportam-nos para um mundo natural, o qual já nos afastamos há muito. A interação com estes seres faz-nos sentir mais próximos da nossa origem.


Verifico o cumprimento das minhas responsabilidades…

Peço licença aos que de alguma forma dependem de mim…

Peço licença a mim para me esquecer dos outros…

Verifico o cumprimento das minhas responsabilidades e

Fujo!
Sem excesso de velocidade procuro outros lugares.

A muitos dias de distância. A trinta minutos de distância

Apenas a condição de sair e procurar-me num horizonte longínquo, onde se escuta o ruído surdo de uma paisagem

 

Às vezes fotografo lugares e arquivo na minha mente, numa pasta digital ou numa gaveta.


Pedro Brito

 

PEDRO BRITO

 

Nasce no Porto em 1970

Licenciado em Ensino de Educação Visual e Tecnológica, na ESE Porto, 1994

Licenciado em Artes Plásticas - Escultura, na FBAUP, 2007

Leciona no ensino básico desde 1994

Exposições

2011 "Mesmo meio, diferentes propósitos..."- Museu Alberto Sampaio, Guimarães

674 CV D'ARTE, Gondomar

2009 Sarau de Patinagem artística - cenografia, Valongo

XV Bienal de Cerveira - "A Cultura do Poder"

Comemorações dos 200 Anos nascimento Hans C. Andersen, Faro

2008 Leilão ANARP, Fundação Cupertino de Miranda, Porto

2007 Comemorações dos 200 Anos nascimento Hans C. Andersen - Centro de Estudos Camilianos, V.N.Famalicão

Comemorações dos 200 Anos nascimento Hans C. Andersen - Galeria Municipal, Torres Vedras

"Evidências" - Galeria Servartes, Porto

"Blind Date" - conceção artística: Hélder Dias - participação no projeto instalação, Festival Circular, Vila do Conde e Teatro Aveirense

2006 Exposição - Casa Viva, Porto

2005 "School Out - Out of School" - Galeria Arthobler, Porto

Exposição coletiva de Escultura - Museu Municipal, Paços de Ferreira

"School Out - Out of School" - ACERT, Tondela

Exposição coletiva de Escultura - Faculdade de Belas Artes, Porto

"Através da objectiva...", exposição coletiva de Fotografia - Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, V.N.Famalicão

"More or Less" - Museu da Indústria - moagens Harmonia, Porto

 

www.pedrobrito157.weebly.com

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